Trabalho/ Fazer o bem

Projetos

Observatório da Dengue

A dengue se configura, atualmente, como uma das mais importantes arboviroses que afeta o homem, dentre as chamadas doenças reincidentes, representando, assim, um sério problema de saúde pública em diversas partes do mundo. No estado do Rio Grande do Norte, os registros de casos de dengue, em alguns anos, chegam a ser alarmantes, pois em muitos desses casos existe a incidência de dengue hemorrágica e também de óbito de pacientes. Neste contexto, este projeto visa desenvolver uma plataforma inovadora para monitoramento em tempo real de focos de dengue, fazendo uso da informática em saúde por meio da computação móvel. A referida plataforma, intitulada Observatório da Dengue, permitirá ao poder público o monitoramento de focos de dengue em tempo real, de maneira a prover uma ferramenta para melhor tomada de decisão no que diz respeito ao controle efetivo da dengue nas esferas estaduais e municipais. A dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem, causando um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente nos países tropicais. A pandemia de dengue que teve início há 50 anos atrás, vem intensificando-se nos últimos anos, com a expansão da distribuição geográfica dos seus mosquitos vetores e dos quatro sorotipos do vírus. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80 milhões de pessoas se infectem anualmente em 100 países, de todos os continentes, com exceção da Europa. Dessas pessoas, cerca de 550 mil necessitam de hospitalização e pelo menos 20 mil morrem da doença. No Brasil, a dengue tornou-se endêmica nas regiões sudeste e nordeste no final da década de 80, ocasionando epidemias em várias cidades. Na década de 90, a doença tornou-se endêmica também nas regiões Centro-Oeste e Norte, refletindo a disseminação do Aedes Aegypti para todo o território nacional, principalmente a partir de 1994. Após a introdução do sorotipo 2 do vírus em 1990, foram registrados os primeiros casos de febre hemorrágica do dengue (FHD), alertando para a ocorrência de epidemias com casos mais graves da doença. Até o último dia 26 de fevereiro de 2011, foram notificados 155.613 casos de Dengue em todo o Brasil, sendo 2.365casos graves e 241 de óbitos suspeitos. A região Norte concentra 31,6% do total de casos suspeitos. Diante de uma realidade de infestação por Aedes Aegypti em quase todo o continente americano, a grande disponibilidade de depósitos artificiais (pneumáticos, garrafas plásticas, suportes de vasos de plantas etc.) e a enorme facilidade para a dispersão passiva do vetor, advindos da maior disponibilidade, frequência e rapidez dos meios de transporte, tornou-se praticamente impossível a erradicação a médio prazo do Aedes Aegypti. Atualmente, ainda não se dispõe de uma vacina efetiva contra a doença, recaindo o controle e a prevenção da dengue no combate do mosquito vetor e na vigilância epidemiológica para detecção precoce de casos. Portanto, o desenvolvimento e o aprimoramento de métodos adequados e eficientes para o controle do vetor, a análise de situações epidemiológicas e a avaliação da eficácia das estratégias propostas são imperativos. Fatores esses expostos, os quais permeia o objeto desse projeto de Ações Integradas.

 

Projeto Telessaúde-RN: Continuidade e Expansão

O Projeto de Pesquisa Telessaúde-RN: Continuidade e Expansão é resultante da parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, cujo objetivo é a continuidade no desenvolvimento, refinamento, implantação, normatização de métodos e tecnologias de Tele-educação e Tele-assistência com foco na Atenção Básica à Saúde, reforçando principalmente o teleatendimento por meio da implantação de novos serviços médicos na Telessaúde-RN, sobretudo reforçando a qualidade dos serviços já implantados. Destaca-se que nessa segunda fase do projeto (2013-2015) estará incluída a ampliação dos pontos de Telessaúde cujo propósito é subsidiar a infra-estrutura para os locais que tenham a atuação dos médicos que fazem parte do PROVAB-RN, PROVAB-PB e Mais Médicos.

 

 

Curso de Auto-instrucional na Modalidade à Distância em Telessaúde: Teleconsultoria e Telerregulação

No Brasil essencialmente na área da saúde há grandes demandas para formação de pessoal. Nesse contexto, os curso na modalidade EaD são bastante atrativos devido a possibilidade da autorregulação do processo formativo que o cursista tem. Todavia, empregar todos os mecanismos tradicionais de um curso EaD de longa duração para cursos de curta duração certamente irá gerar custos muitos elevados. Esse aspecto, tem motivado, então que pesquisadores da área da educação em saúde desenvolvam outras modalidades, ou novos métodos de ensino a distâncias. Neste eixo, presente projeto tem como objeto de pesquisa o desenvolvimento de um ambiente interativo para a realização de Cursos Auto-instrucionais na área da Saúde. Um curso é considerado auto-instrucional quando o curso é realizado com mínima interação com tutores ou docentes. Aspectos que denotam a criação de um ambiente muito específico e com uma rica interface. Para tanto, no sentido de validar toda a pesquisa será por tanto, elaborado e Desenvolvido um curso Auto-instrucional na Modalidade a Distância para Formação de Telerreguladores e Teleconsultores de Telessaúde para mais de 2000 cursistas.